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Por dentro da Shopee: entenda como a plataforma quer tomar espaço do Mercado Livre

"Na Shopee, compensa mais". O bordão dos comerciais de TV, repetido pelo carismático Terry Crews (o eterno Julius Rock, da série Todo Mundo Odeia o Chris), reforça a todo momento o que o marketplace com sede em Singapura tem feito para chegar cada vez mais perto do consumidor brasileiro - e se destacar na briga com gigantes como Temu, Shein, TikTok Shop, Amazon e o onipresente Mercado Livre, que tem mais de 40% desse mercado. 

Para entender melhor essa estratégia, o Diário do Comércio foi até o escritório central da Shopee, na Avenida Faria Lima, na capital paulista, para falar com a head de Relações Governamentais Luciana Hachmann. Ela nos contou como a companhia procura melhorar a experiência do usuário, sendo que para isso busca redefinir o varejo digital no Brasil, onde acaba de completar cinco anos de atividades, assim como nos demais mercados onde atua. 

A estratégia da plataforma envolve a estruturação de uma malha logística ágil para conectar vendedores e consumidores: só neste ano, foram inaugurados dois centros de distribuição, totalizando 13 (destes, cinco estão em São Paulo e dois são no modelo fulfillment), chegou a 180 hubs logísticos no país (60 em São Paulo) e conta com mais de 3 mil pequenos negócios que são Agências Shopee - que funcionam como pontos de coleta de produtos de vendedores brasileiros e de consumidores (na logística reversa). 

Toda essa parte logística focada nas comunidades locais, em que papelarias, salões de beleza e outros pequenos comércios podem se transformar em pontos de retirada de encomendas, conta também com uma força de trabalho inusitada que inclui donas de casa, aposentados, estudantes e até microempreendedores, que querem complementar a renda ou as receitas fazendo entrega de produtos adquiridos no marketplace, compondo essa malha.  

"Essa rede não beneficia apenas o consumidor, mas também os vendedores. Pequenos e médios lojistas, muitas vezes limitados ao alcance de suas lojas físicas, encontram na plataforma um caminho para atingir clientes em diferentes estados."

E tem dado certo: na última sexta-feira (22), o marketplace anunciou que o tempo médio de entrega foi reduzido em mais de dois dias no segundo trimestre de 2025. Só na Grande São Paulo, uma em cada quatro encomendas foi entregue até o dia seguinte e 40% em dois dias. Com isso, a empresa alcançou um nível de capilaridade que permite oferecer entregas no mesmo dia na capital paulista e em outras metrópoles, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, entre outras 75 cidades. 

No primeiro semestre de 2025, também foi anunciada a rota aérea São Paulo–Manaus, com expectativa de reduzir em 60% o tempo médio das encomendas. 

Para um país de dimensões continentais e os famigerados gargalos no setor logístico, esse desempenho na última milha ajuda a colocar a Shopee em uma posição que mostra que eficiência não é exclusividade de gigantes tradicionais do varejo. Com um ecossistema que permite entregas cada vez mais rápidas, aumentando tráfego e renda local, o destaque aqui vai para a cidade de São Paulo, onde já é possível receber produtos no mesmo dia ou no dia seguinte, explica. 

"A estratégia logística tem como objetivo atender à exigência crescente dos consumidores por rapidez, ao mesmo tempo em que facilita a vida de vendedores."